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Barulhos noturnos...
Pensamentos tão claros que só se percebem à noite.
O sol se pôs tão derrepente que me senti roubada.
A brisa empurrou-me num poste de luz.
Iluminação fraca. Mosquitos ziguezagueando.
Parecem brincar de roleta russa; ora morrem estarricados, ora conseguem escapar.
Mas logo voltam. Penso que estão em busca de adrenalina.
Olho para baixo, como quem procura uma religião.
Só vejo meus pés.
Hora de voltar pra casa.
Na minha cama costumo encontrar mais respostas.

2 comentários:

  1. caramba, gostei muito disso! você trabalha os movimentos nos seus textos com uma síntese ótima, sem forçar palavras e adjetivações, sem estender uma frase a ponto de falar muito e não dizer nada.

    gostei daqui. continuarei a leitura.

    http://amorescronicos.blogspot.com
    http://eskarnio.blogspot.com

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Conta pra mim, não conto pra ninguém...