Fake plastic earth


Como nos informa a música: "falsas árvores de plástico"... manipulados, vendidos, tudo com o seu respectivo preço.
Engraçado que somos obrigados à aceitar tais valores, tais padrões.
A cada dia a sociedade está em mutação, e assim, somos "convencidos" a mudar junto com ela.
Qual será o novo penteado? Qual será a cor de esmalte? O azul é o novo vermelho?!
No supermercado, corram! Mas corram mesmo! Acabam de anunciar aquele produto que você não precisa como "imperdível", assim, você desloca seu carro de compras sem saber ao certo o porquê... afinal, o que importa ali, é o valor!
Valor... que valor?
Com a permissão das redundâncias, se formos falar de valores morais por exemplo, caímos na contradição do que é moral, daí, já foi perdida. Se citarmos os valores referindo-se a preços... quem impõe? Como explicitado na música Fake Plastic Trees do Radiohead: "It wears her out, it wears her out" ... realmente, isso desgasta. E muito.
Mas assim é a vida do ser humano. Que paradoxalmente sobrevive aniquilando.
Tanto a natureza, quanto as suas próprias vidas.
Rostos de plástico, não existe mais expressão!
Vera Fisher na novela das oito... está chorando e sorrindo, ou apenas sorrindo e não chorando, como a cena quer (ou tenta) nos fazer crer?
Seria radical afirmar que não existe mais gosto? Que está tudo padronizado? Que nossos ídolos, são os pobres mortais jogadores do último BBB?
Não. Não seria.
Quanto a minha pessoa?!
Certamente meus ídolos não estão em voga todo o tempo... pelo menos não sairão de cena tão rápido e descartavelmente como alguns dos que fazem sucesso do dia pra noite.
No final, você será feliz, enclausurado em sua própria prisão... com seus amores de "plástico"... com suas plantinhas, lindas, de plástico; com seus novos seios, ora, também de plástico!?
Assim, apenas segue...imaginando como seria sua existência sem essa artificialidade, tão admirada, e querendo do fundo do coração que alguém chegue e jogue uma corda nesse abismo que você mesmo criou.

13 comentários:

  1. é tudo tão plástico e tão inseguro quanto nós mesmos. Acreditamos todos os dias no que nos é vendido de forma banal, somos apenas pessoas robotizadas por uma mídia podre e fraca, e não adianta falar que somos tão fortes, uma hora ou em algum lugar a gente cai na teia. Mas pra que isso? pra que precisar de coisas que não precisamos? enquanto tem tanta gente que realmente precisa do mínimo que temos.

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    1. Ah... querido amigo... você é um amor! Grande beijo e merci pelo comentário! (:

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  2. Lindo, Jhê...somente algumas correçõeszinhas de nossa complexa língua não iriam nada mal...rs.
    Bom demais encontrar essa profundidade linda em quem e para a qual um dia você deu um pouco de si. Beijos no coração.
    Te adoro!
    Tia Janice Mansur

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    1. Sua linda! Professora de português é fogo né! HAHAHA! Você está em meu coração pra sempre! (:

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. ERRATA: onde se lê correçõeszinhas, leia-se correçõezinhas.
    Tia Jan

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  5. http://ejtales.wordpress.com/

    TE escrevo de volta
    Espero que compreenda!
    Bjo

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  6. heiuaheaiue Isso me lembra minha faculdade. Engraçado como via muita coisa de revoltante nesse comércio louco. Ainda fico meio indignada ao ver pessoas vendendo água suja como uma fórmula de milagre. Mas entendo também. Só sei que não posso dizer o que veio primeiro... Se o incentivo a compra ou se o desejo de se diferenciar.
    Apesar de todos quererem as mesmas coisas, eles querem se diferenciar dos demais por terem-nas e os outros não. Mas isso já entra em um outro assunto das minhas aulinhas... Da pirâmide de Maslow.

    Resumindo... Todos querem o sucesso, o produto da moda, um status. Mas nem todos tem. Por isso eles querem sempre mais e estar em uma diferença padronizada. HAiuHAuiHAI Louco. Mas acho que deu pra sacar, mana! hahaha

    ;*

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    1. Que bom que sacou "mana"! Merci pelo comentário! ;*

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  7. A vida é de plástico para muitos, mas não para todos. Para mim nada disso serve. Prefiro viver na exclusão. A margem é o meu conforto. O meu castelo.

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    1. Se se sente confortável esse é o caminho... mas infelizmente você não está/é excluído de nada. Faz parte do sistema, come, bebe e mesmo que não compartilhe das mesmas coisas vive ao redor destas... logo está inserido. De qualquer forma... é um argumento válido. Grande abraço!

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Conta pra mim, não conto pra ninguém...